A gravidez na adolescencia nem sempre é desejada. Na maioria das vezes da-se por um descuido e quando as pessoas vão a ver já não podem remediar actos ou erros.
Imaginei uma fase da vida de uma adolescente que dos seus erros de garota, agora faz vingança com a sua filha sem que ela tenha a culpa.
A Joana tinha 18 anos quando engravidou da sua não desejada primeira filha. Com esse caso entre mãos, ia contra as suas origens abortar e optou, portanto, por ter a menina.
Quando esta nasceu, nove meses após má vida na barriga da sua mae, desde cedo começou a ser rejeitada, agredida e "renegada".
A menina começou a crescer e não percebia o porquê das inumeras agressões de que era vitima, mesmo quando não errava. Aquela mãe tinha prazer em bater-lhe, pois julgava que a sua filha era a culpada por a sua gravidez na adolescencia.
Desde sempre culpou a menina de lhe ter estragado a adolescencia, de não ter-se divertido o quanto queria.
Quando estava mais revoltava ela batia na sua filha, sem justificação aparente, só descarregando assim o ódio e raiva que estavam instalados no seu corpo.
A menina começou a tornar-se mulherzinha. A sua produção na escola era optima e o seu rendimento era satisfatório, mas a mãe não queria saber. Preocupava-se só e apenas com a vingança daquela gravidez, mesmo apos 15 anos de vida da sua filha.
Quando a menina queria comer uma bolacha, a mae escondia-lhe dizendo que esta fosse comprar. Quando a menina queria brincar, ela negava um abraço, respondendo em troca com um estalo.
A vida da miuda não fazia sentido, pois nem seu pai a compreendia. Ela dizia vezes sem conta que a mãe a agredia, que a mãe a mal-tratava, que a mãe lhe dizia coisas sem sentido e o pai, apaixonado pela sua mae, apenas ignorava tudo o que a sua filha dizia.
Quando aos 17 anos ela apresentou o seu primeiro namorado á mae, esta bateu-lhe em frente ele deixando , entao, a sua filha a sangrar pelo nariz. Com este procedimento, o covarde do rapaz não foi capaz de impedir que a mae lhe batesse, e apenas ficou a olhar.
A menina, ja nao via outro desfecho para a sua vida, senão por-lhe um termo. Felizmente apareceu o actual namorado.
Já com 19 anos, a mae desta continua a bater-lhe e a mal trata-la dizendo que quer o dinheiro que ela ganha. O pai dela, trabalha, recebe e da o dinheiro todo á mae, para que esta, extravagantemente, gastar em roupas de marca e penteados de famosos. Ambos ordenam que a filha dê o dinheiro todo, mas esta recusa-se.
Com 19 anos de idade começou então a pensar dar outro rumo á sua vida. Com a ajuda do namorado esta procura instalar-se noutro alojamento fora do alcance dos seus, tão irresponsaveis pais.
Graças ao amor que sente pelo seu namorado, ela conseguiu ganhar forças para viver com estas atitudes dos seus pais ate ao dia em que irá sair de casa.
Mas terá esta menina, forças para sobreviver sabendo que foi inesperada, mal tratada e mal amada pelos pais ?
Sim, ela tera essa e muita mais força, e demonstrará a todos que, embora sem pai e mae suficientes para a fazer feliz, ela tem um namorado e amigos que permitem que ela sorria, que ela viva e que ela seja incondicionalmente feliz como tempos antes não era capaz.
A força desta menina vence tudo, e prestes a fazer 20 anos, ela vai partir, em busca de uma vida melhor, em busca da felicidade.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
não é impossivel amar, mas há amores impossiveis.
No dia em que me dei a alguém, não conhecia o que era isso de dizer que se ama alguém. Julguei que era uma situação banal, pela qual toda a gente passava, mas que na verdade não doesse, nem fizesse o coração desesperar.
Quando comecei a perceber o seu significado e a denotar em mim mudanças pelas quais passava, eu comecei a ver que também no amor existem fases proibidas.
O amor que eu tanto idolatrei durante anos, era aquele que se dizia « eu amo-te » e que quando havia algum problema dizia-se « acabou » sem mágoas nem dores. Mas o amor que eu comecei a viver, era um amor diferente. Quando revia a cara do meu, tão querido, namorado, o coração pulava de felicidade. Quando apressadamente nos tinhamos que despedir, era de uma maneira rapida para que não custasse tanto para o coração. Em dias de Inverno este permanecia quente como se alguém estivesse com uma manta a aquece-lo.
Mas no amor, não há so coisas boas, fantasticas e inesqueciveis.
Quando havia um pequeno desacato, o coração chorava dias a fim como se nada fosse capaz de acalmar aquela incontrolavel dor. Quando, por sua vez, regressava « aquele pilar », então o coração sabia sorrir, e sabia voltar a viver.
Nunca imaginava que, em alguma ocasião, podesse chamar-se a esse tão grande amor, de amor proibido.
Sempre que permaneciamos lado a lado, havia uma imensa vontade de nos conhecer mais e melhor. Os sorrisos partilhados eram fantasticos e os abraços que tantas vezes aqueceram o meu corpo, eram duradouros e incomparaveis. So ele tinha o poder de me amar a cima de qualquer outra pessoa.
Mas os dias bons estariam por um fim.
Consequencia da diferença de idades, a partir de um certo momento, não foi mais permitido aos meus olhos de ver aquela pessoa que tantos anos me teria feito feliz. Assim sendo, o coração não tivera transmissão de felicidade, e desfortalecido ia morrendo aos poucos.
As chamadas e mensagens começaram a ser reduzidas e em nós só ficara o fogo de um amor que era imortal.
Quando me disseram que ele partira para fora do pais em missão, eu chorava incontrolavelmente, pois teria perdido ali o grande amor da minha vida.
Anos após anos iam passando e a saudade permanecia em mim. Sem noticias dele, e com o coração cheio de amor, eu era incapaz de deixar de parte este amor, e partir para outro, pois acreditava que o destino nos iria unir de novo.
Mas não aconteceu. Passaram anos até que a noticia chegou á nossa cidade. Cinco soldados Portugueses tinham falecido batendo-se pelo país.
Ao inicio fiquei em choque mas acreditava que a força do nosso amor não iria deixar que ele fosse um dos cinco. Mas era.
Quando me disseram isso eu prendi-me no quarto. Revi fotos, cartas, e momentos que ja tinhamos passado.
O corpo dele chegara ao país, e o seu funeral seria dentro de dias.
Ainda não compreendia como é que um amor tão lindo e sensato como o nosso fosse proibido pela idade, pelo tempo e pela propria vida. Nada estava a nosso favor, nada lutava como nós.
No tão triste dia do funeral do meu grande amor, eu vesti uma camisola cor-de-rosa como ele gostava de me ver, levei uma saia preta como ele tanto adorava que andasse, e na minha mão agarrava fortemente uma fotografia nosso do tempo em que eramos namorados.
Quando na ultima despedida me pediram que lhe dissesse umas ultimas palavras, eu atirei para junto dele a nossa fotografia e com lagrimas pronunciei:
« leva-a meu amor, para teres a prova de que não era impossivel. A vida levou-te, mas continuo a amar-te como no primeiro dia que me ensinaste o que era o amor».
Virei costas e fui embora, desolada.
Ninguém me seguia e ninguém se importava comigo pois pensavam que isto tinha sido um simples namoro de miudos e que estas lagrimas eram apenas lagrimas de uma menina mimada. Mas não eram.
Hoje é o dia, que passados dez anos ainda me lembro dele, de como eramos felizes e de como nos amavamos mutuamente.
Hoje é o dia em que ainda choro com a ausencia do corpo dele, o dia em que ainda grito pelo seu nome, o dia em que ainda sinto saudades dele.
Hoje é o dia em que ainda o amo, como o amei no dia da sua partida.
Quando comecei a perceber o seu significado e a denotar em mim mudanças pelas quais passava, eu comecei a ver que também no amor existem fases proibidas.
O amor que eu tanto idolatrei durante anos, era aquele que se dizia « eu amo-te » e que quando havia algum problema dizia-se « acabou » sem mágoas nem dores. Mas o amor que eu comecei a viver, era um amor diferente. Quando revia a cara do meu, tão querido, namorado, o coração pulava de felicidade. Quando apressadamente nos tinhamos que despedir, era de uma maneira rapida para que não custasse tanto para o coração. Em dias de Inverno este permanecia quente como se alguém estivesse com uma manta a aquece-lo.
Mas no amor, não há so coisas boas, fantasticas e inesqueciveis.
Quando havia um pequeno desacato, o coração chorava dias a fim como se nada fosse capaz de acalmar aquela incontrolavel dor. Quando, por sua vez, regressava « aquele pilar », então o coração sabia sorrir, e sabia voltar a viver.
Nunca imaginava que, em alguma ocasião, podesse chamar-se a esse tão grande amor, de amor proibido.
Sempre que permaneciamos lado a lado, havia uma imensa vontade de nos conhecer mais e melhor. Os sorrisos partilhados eram fantasticos e os abraços que tantas vezes aqueceram o meu corpo, eram duradouros e incomparaveis. So ele tinha o poder de me amar a cima de qualquer outra pessoa.
Mas os dias bons estariam por um fim.
Consequencia da diferença de idades, a partir de um certo momento, não foi mais permitido aos meus olhos de ver aquela pessoa que tantos anos me teria feito feliz. Assim sendo, o coração não tivera transmissão de felicidade, e desfortalecido ia morrendo aos poucos.
As chamadas e mensagens começaram a ser reduzidas e em nós só ficara o fogo de um amor que era imortal.
Quando me disseram que ele partira para fora do pais em missão, eu chorava incontrolavelmente, pois teria perdido ali o grande amor da minha vida.
Anos após anos iam passando e a saudade permanecia em mim. Sem noticias dele, e com o coração cheio de amor, eu era incapaz de deixar de parte este amor, e partir para outro, pois acreditava que o destino nos iria unir de novo.
Mas não aconteceu. Passaram anos até que a noticia chegou á nossa cidade. Cinco soldados Portugueses tinham falecido batendo-se pelo país.
Ao inicio fiquei em choque mas acreditava que a força do nosso amor não iria deixar que ele fosse um dos cinco. Mas era.
Quando me disseram isso eu prendi-me no quarto. Revi fotos, cartas, e momentos que ja tinhamos passado.
O corpo dele chegara ao país, e o seu funeral seria dentro de dias.
Ainda não compreendia como é que um amor tão lindo e sensato como o nosso fosse proibido pela idade, pelo tempo e pela propria vida. Nada estava a nosso favor, nada lutava como nós.
No tão triste dia do funeral do meu grande amor, eu vesti uma camisola cor-de-rosa como ele gostava de me ver, levei uma saia preta como ele tanto adorava que andasse, e na minha mão agarrava fortemente uma fotografia nosso do tempo em que eramos namorados.
Quando na ultima despedida me pediram que lhe dissesse umas ultimas palavras, eu atirei para junto dele a nossa fotografia e com lagrimas pronunciei:
« leva-a meu amor, para teres a prova de que não era impossivel. A vida levou-te, mas continuo a amar-te como no primeiro dia que me ensinaste o que era o amor».
Virei costas e fui embora, desolada.
Ninguém me seguia e ninguém se importava comigo pois pensavam que isto tinha sido um simples namoro de miudos e que estas lagrimas eram apenas lagrimas de uma menina mimada. Mas não eram.
Hoje é o dia, que passados dez anos ainda me lembro dele, de como eramos felizes e de como nos amavamos mutuamente.
Hoje é o dia em que ainda choro com a ausencia do corpo dele, o dia em que ainda grito pelo seu nome, o dia em que ainda sinto saudades dele.
Hoje é o dia em que ainda o amo, como o amei no dia da sua partida.
[ficticio]
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